Marcelinho Hora
Marcelo Hora de Araújo Júnior (Aracaju, Sergipe, 1971). Fotógrafo. Autodidata. Ingresso na fotografia meio que por acidente. Músico à época, começa a fotografar nas banda dos amigos para ajudá-los no processo de divulgação. O que parece ser só um ”quebra-galho”, dá certo. Marcelinho troca os palcos pelas lentes e decide se dedicar a fotografia de música, registrando ao longo da carreira shows de artistas e bandas como Ney Matogrosso (2014), Leonardo (2011) The Baggios (2015), Waldick Soriano (2008), Ratos de Porão (2012) e Angra (2006).
Depois de muito tempo fotografando música, Marcelinho decide se enveredar pela fotografia documental. Junto aos fotógrafos Alejandro Zambrana, Arnon Gonçalves, Ana Lira e Zak Moreira, criam, em 2007, o coletivo Trotamundos que além de trabalhar com a fotografia documental, desenvolve projetos de produção fotográfica, formação e discussão crítica sobre temas voltados à fotografia. Entre os projetos do coletivo estão o Mercado 24h (2010) e Marés: Um Olhar Sobre Zé Peixe (2013).
Após o fim do Trotamundos, em 2013, Marcelinho passa dois anos parado, fotografando esporadicamente até que em 2015 volta com o projeto Errotempo. Com uma fotografia que fala de si, de linguagem mais difusa e no campo da fotografia expandida, o Errotempo estreia com a série Cognitivo (2015) que circulou em importantes festivais de fotografia do Brasil como o Foto Em Pauta, na cidade de Tiradentes/MG. Além da Cognitivo, o Errotempo lançou outras séries como a Devir (2017) O Zelo e a Dor (2016) e Não Dito (2018).
Recentemente, Marcelinho fundou o Rebobina, junto a Vanderléa Cardoso, Ju Fontes e Greice Schneider, um projeto diferente no cenário aracajuano que proporciona ao público encontros com artistas e discussões que trazem reflexões sobre o olhar e as possibilidades de imagens que desafiam o tempo.
Principais trabalhos
COG.NI.TI.VO
Errotempo, 2015
O Zelo E Ador
Errotempo, 2016
Devir
Errotempo, 2017
Não-Dito
Errotempo, 2018